18 novembro 2018

23+: Álbuns Mais Ouvidos De 2017

Olá, entra ano e sai ano e sempre fazemos nossas listas de mais mais daquele ano. Nesse ano que se foi já há 10 meses a história não é diferente. Sim, lhes trago a lista dos 23+ álbuns que mais ouvi no ano passado e sim, eu sei que está um tanto quanto atrasada essa lista mas o que vale é a intenção pô. De fato essa lista eu joguei aos poucos nos Instagram (se você não segue está perdendo um perfil cheiroso que segue de volta e faz posts diários, ou até quando duram o estoque), enquanto reouvia cada um dos álbuns. Enfim, vamos a lista, lembrando que não é uma lista do que acho melhor álbum e sim dos que mais ouvi em 2017. Então simbora:

23º lugar: End Of An Era - Nightwish

O Nightwish é uma banda ímpar dentro do sub-gênero do metal gótico. Ela vai muito além do manjado estilo vocal a Bela e a Fera de sempre, temos influencias de heavy metal, de doom, de metal progressivo e muito de música clássica. Quer dizer, isso tudo em sua primeira fase, com a primeira vocalista, Tarja Turunen, nas suas outras formações o tom mudou um pouco e isso não é necessariamente ruim. Mas enfim, End Of An Era é uma gravação ao vivo, trazendo tudo de mais importante dessa fase e ainda algo mais, como por exemplo um lindo cover do Pink Floyd, ouvi muito nas minhas caminhanças essa lindeza;

22º lugar: Masterplan - Masterplan

Em 2003 quando foi lançado o primeiro álbum do Masterplan, com o mesmo nome da banda, a mídia ligada ao rock não falava de outra coisa, lembro até mesmo de um programa de TV chamado PlayTV que tocava Soul Burn (musica do álbum) diariamente com clips de jogos rodando pra ilustrar. Amei a primeira ouvida e o comprei na época e sempre esculto muito sim senhor mas nesse ano que se passou, com a influencia da minha esposa que está ouvindo bastante power metal, o ouvi muito pra cozinhar e comer;

21º lugar: Highway To Hell - AC/DC

O ultimo álbum com Bon Scott é dado por muitos como o melhor de sua fase e por outros tantos como o melhor do AC/DC. Amo a fase do Bon Scott mas não conseguiria escolher um álbum do AC/DC como melhor, são todos incríveis. Mas enfim, não temos muito a dizer dessa aula de rockão sem frescura, apenas que ouvi pra carai no trabalho, sim eu posso;

20º lugar: Armahda - Armahda

Armahda pode ser considerada o Blind Guardian brasileiro. O seu primeiro álbum é uma paulada power metal com um tempero BR com direito a até a som com letra em português. Vergonhosamente eu só fui tomar conhecimento dessa bandaça no ano passado mas ouvi e ouvi com gosto isso aqui;

19º lugar: Live Shit: Binge & Bunge - Seattle - Metallica

Live Shit: Binge & Bunge foi lançado como uma caixa, contendo VHS dos shows e uma porrada de CDs e conteúdos de shows do Metallica entre 1989 e 1993, contendo shows das tours de ...And Justice For All e do Black Albun. Entre esse material todo temos o show feito em 89 em Seattle na sua fase mais thrash com Jason Newsted em sua formação. Tenho esse show em DVD e pra mim é o ao vivo perfeito da banda. Nesse ano que se foi revisitei muito esse DVD, tanto para apenas ouvir como para assistir de fato, sempre vale a pena;

18º lugar: The Shepherd Of Tophed - Queiron

Esse é o terceiro álbum de estúdio dessa puta banda de death metal old school nacional, você deveria ouvi-la se gosta do metal moerte. Aqui o que você encontra é death metal, direto e sincero sem um pingo de frescura, como deve ser. Comprei a reedição de The Shepherd Of Tophed no formato digipack direto com o baterista da banda, o grande guerreiro Oscar M. Visions, perto do fim do ano passado e cara, como ouvi esse CD. Amo death metal, é um dos gêneros do metal que me fizeram tomar isso pra minha vida e ouvir um play redondinho desse gênero me fez molhar a calcinha;

17º lugar: Kings Of Metal - Manowar

O sexto álbum dos manos da guerra deixa bem clara sua proposta, mostrar que os caras eram os reis naquilo que mais sabiam fazer, o bom e velho power metal. Esse álbum comprei a mais de 10 anos, quando a Galeria Do Rock ainda era recheada de lojas de CDs e vinis e não de estúdios de tatuagem, por uma bagadela de R$10,00. Como já disse, minha mulher anda ouvindo muito power metal e por essa influencia dela acabei redescobrindo esse puta álbum do Manowar e ouvi pacas, como ouvi;

16º lugar: Some Kind Of Monster - Metallica

Esse EP do Metallica foi lançado como uma espécie de trilha sonora do documentário de mesmo nome da banda, sim aquele onde a banda lavou a roupa estupidamente imunda. O grande lance aqui foi ver o novo baixista na época, o monstro Robert Trujillo, tocando os grandes clássicos da era de ouro do Metallica e o cara realmente mostrou como se faz. Comprei esse EP em promoção numa loja online, de fato era só pra fechar o valor de frete grátis, entre pagar o frete ou EP, preferi o EP. Nesse ano que se passou ouvi muito esse EP nas minhas caminhadas diárias, viajando em minhas viagens;

15º lugar: Be Here Now - Oasis

Lançado em 1997, Be Here Now foi o terceiro álbum do Oasis e hoje em dia recebe algumas críticas, mas na época foi bem aceito, com musicas de sucesso tocando sem parar nas rádios e clips passando na MTV, que naquela época era na TV aberta e se preocupava em passar musica. Comprei esse álbum um pouco depois de seu lançamento, como presente da minha mãe, bons tempos... Enfim, esse álbum ficou um bom tempo aposentado na minha prateleira, até que no ano passado resolvi reouvi-lo e cara, que tipo de som gostoso de ouvir a noite pra relaxar;

14º lugar: O Fim Da Linha Não É O Bastante - Republique Du Salem

Esse é o primeiro álbum do République Du Salém, é curto como um EP, porém é bem redondo e o lance de ser curto só deixa ainda mais rica a proposta da banda em nos trazer aquele maravilhoso hard rock sessentista... mas com uma brasilidade da boa. Esse álbum eu ganhei em uma promoção da banda e saca só, totalmente autografado! Nesse ano que se passou, ouvi muito esse álbum para relaxar, sabe, colocar uma boa musica, abrir uma cerveja e beber esparramado no sofá apenas apreciando cada riff;

13º lugar: Awake - Dream Theater

Awake é o terceiro álbum do Dream Theater, reza a lenda que foi gravado entre tretas que a banda estava vivendo, se isso é verdade não tenho certeza mas nas letras há um tom de desabafo. Aqui também foi o álbum de despedida do tecladista Kevin Moore, o que pode provar ainda mais a lenda da treta. Esse álbum comprei a muito tempo, coisa de mais de 15 anos atrás, quando começaram a ficar popular compras pela internet, o comprei para testar como funcionava essa nova tecnologia e valeu muito a pena, o álbum é uma obra prima, como a maioria das coisas que o Dream Theater faz. Todas aquelas letras com tom de desabafo e até mesmo de discussão ganharam uma tradução em cada melodia e nesse ano que se passou, passei muitos perrengues e uma das melhores formas de desabafar foi ouvir esse play (o texto ficou meio redundante mas o álbum é foda);

12º lugar: Glorious Collision - Evergrey

O oitavo álbum do Evergrey traz uma mudança no que a banda vinha fazendo até então, com um tom meio conceitual Glorious Collision traz uma sonoridade moderna mas sem deixar de lado a identidade das composições da banda. Esse play eu consegui numa troca de outros que estavam parados em casa e que eu nem curtia de fato, isso bem na época do seu lançamento e o mais interessante, foi o primeiro álbum que ouvi por inteiro do Evergrey, já conhecia alguns sons e gostava da banda mas nunca tinha ouvido um álbum inteiro até então. Esse é um daqueles plays que marcam nossa vida, que lembramos exatamente o que sentimos e a situação em que estávamos na época em que o ouvimos pela primeira vez. Amo esse álbum e nesse ano que se passou o ouvi muito em minhas playlists de viagem e como minhas viagens diárias ficaram mais agradáveis;

11° lugar: Pandemonium - Torture Squad

A obra máxima do Torture Squad e, pelo menos pra mim, um dos melhores álbuns que o metal nacional já produziu. Pandemonium é o quarto álbum dos caras e tudo nele é um primor, os sons trazem um thrash com muito de death metal, misturado a um lado técnico ímpar. Comprei esse CD logo que lançou e desde aquela época ele é um dos meus álbuns de cabeceira e acho difícil ele deixar de ser um dia;

10° lugar: Empiricism - Borknagar

Comprei esse CD por acidente, já conhecia outros trabalhos do Borknagar mas nunca havia ouvido falar do Vintersorg, que tinha acabado de assumir os vocais da banda, sendo que Empiricism foi o primeiro álbum de estúdio com ele. Estava na Galeria do Rock, comprando uns CDs, pra fechar o valor que eu tinha separado para comprá-los resolvi escolher um CD que estava em promoção, por apenas 8 dinheiros e esse play foi Empiricism. O quinto álbum do Borknagar é pesado, já começando com um pianinho, que deixa claro o lado sinfônico da porra toda, pra logo entrar um belo de um "AAAAAAAAAAAH!" seguido de uma bela pedrada chamada The Genuine Pulse. O vocal do Vintersorg é assustadoramente flexível e de um vocal rasgado e agressivo passa rapidamente para algo melodioso, o que combina muito com a proposta da banda. Enfim, amo esse álbum e nesse ano que se passou o ouvi pacas;

9° lugar: Extinct - Moonspell

Um dos álbuns mais atuais da lista e da banda é esse do Moonspell, Extinct foi lançado em 2015 e é o décimo álbum da banda portuguesa. Só descobri que havia sido lançado algum tempo depois quando um colega de Facebook o postou, ouvi e achei estupendo desde a primeira ouvida. O play tem muito do pós punk da década de 80 mas isso envolto em uma porrada das boas. Consegui comprar apenas no ano passado e ouvi de todas as maneiras possíveis;

8° lugar: The Razors Edge - AC/DC

AC/DC é uma das poucas bandas que consegue ser unanimidade entre todas comunidades do rock, cada um tem sua fase predileta mas ninguém consegue odiar uma delas. A fase que mais curto é a com Bon Scott mas The Razors Edge, o 12° álbum dos caras, com Brian Johnson nos vocais fez muito minha cabeça nesse ano que se passou. Já tenho esse play a um bom tempo e nesse ano que se passou ele entrou pra minha cabeceira, gostoso de ouvir do início ao fim essa bagaça;

7° lugar: Monday Morning Apocalypse - Evergrey

O sexto álbum do Evergrey eu lembro de ver em propagandas na época do lançamento, lá em 2006 mas na época eu não estava muito interessado nesse tipo de som, só anos depois que fui adquirir a minha cópia e a primeira ouvida não me cativou tanto mas nesse ano passado fui entender melhor toda a dinâmica do álbum, e cara como esse trem fez minha cabeça;

6° lugar: Demanufacture - Fear Factory

O Fear Factory mudou o panorama musical não só como banda mas com o que veio depois dessa banda, Brujeria e Assessino são filhotes disso aqui. O segundo álbum dos caras é uma obra prima, porrada depois de porrada com um equilíbrio perfeito entre o eletrônico e o analógico, entre o agressivo e o melódico, algo moderno mas sem esquecer as raízes. O caso é que no ano passado eu abri a carteira e comprei a versão especial dessa lindeza, cheio de músicas bônus, com o remix Remanufacture e um encarte que traz toda a biografia do álbum... Sim só queria fazer inveja nessa parte enquanto te afirmo que está rodando muito em meu som esse play;

5° lugar: Dark Saga - Iced Earth

Lá para os primeiros anos do novo milênio um amigo de infância me apresentava esse álbum, na verdade a banda como um todo pois me desculpem o crime mas ainda não conhecia Iced Earth. Desde a primeira ouvida eu viciei nesse álbum. O quarto álbum do Iced Earth é perfeito em todos sentidos, as letras trazendo a história do personagem de HQ, Spawn, são melhores do que as histórias em si. As músicas são de um brilhantismo incrível, enfim, eu poderia ficar enaltecendo esse play até não poder mais mas vou fazer melhor e vou ouvi-lo agora como vim fazendo e muito no ano passado;

4º lugar: Paradise Lost - Symphony X

O sétimo trampo do Symphony X tem algo que eu curto muito, uma boa mistura de prog com power metal. Esse álbum conceitual  eu comprei em versão importada no ano passado, já escultava a muito tempo mas ouvir em versão física, olhando a arte do encarte, que por falar nisso é uma arte maravilhosa, lendo as letras e curtindo cada segundo foi algo novo e que fiz bastante nesse ultimo ano;

3º lugar: Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory - Dream Theater

Desde 1999, época de seu lançamento, que escuto o quinto álbum dos mestres do metal progressivo em minhas viagens. Nesse ano que se passou não foi diferente e não há como ser. Tudo aqui se encaixa perfeitamente. Geralmente quando se fala em progressivo, seja metal ou rock, logo se pensa em muita técnica mas nada de feeling, nesse álbum o Dream Theater falou "segura aqui minha cerveja que vou colocar feeling nessa porra pra mostrar como se faz prog" e fizeram;

2º lugar: Anthems Of Rebellion - Arch Enemy

O quinto play do Arch Enemy faz muito minha cabeça, sempre fez. Não há só um segundo ruim nesse play, sério, até as pausas entre as musicas são fascinantes. Enfim, no ano passado comprei uma versão especial desse play, que vem junto com um DVD de áudio, tudo nessa bagaça é perfeito e escutei até endoidar;

1º lugar: Temple Of Shadows - Angra

A obra máxima do Angra (pelo menos em minha opinião que não vale porra ninhuma) está em minha coleção desde seu lançamento em 2004, quando foi lançado, e desde sempre é álbum de cabeceira. Mas, sempre tem um maaas, no ano passado meu play foi autografado pelo Edu Falaschi, o que o tornou ainda mais especial. Ouvi-lo se tornou ainda mais prazeroso, e ouvi pacas viu... Finalizando toda arte que marca sua vida de alguma maneira vai absolvendo momentos, a musica tem muito disso, quando você coloca um som que serviu de trilha para momentos importantes, todas aquelas emoções são lembradas e aquela nostalgia gostosa toma conta de você. Esse álbum do Angra faz parte da minha vida e passou comigo por muitos momentos importantes, sendo que um deles foi estar entre uma das pessoas que criaram ele e uma das pessoas mais importantes da minha vida.

Menções Honrosas:
Origins - Borknagar: Aquele álbum que foi perfeito pra relaxar em todos momentos;
Entangled In Chaos - Morbid Angel: Quando se fala de death metal ao vivo, pra mim essa aqui é a obra máxima;
Lost To Apathy - Dark Tranquility: EPzinho curto mas gostoso do início ao fim.

11 novembro 2018

Ouvindo Como Ozzy

Arte: Franci