16 junho 2018

E3 E Os Fanboys

Olá caros colegas, estamos em época de E3 e como tal o futuro da indústria de games está sendo exposto aos nossos olhos, mas o que quero tratar aqui não é exatamente ele e sim os fans, ou melhor dizer, fanboys.
A E3 funciona como uma bússola para qual caminho a indústria como um todo vai tomar. Todo ano são apresentados novos games e discursos, além de inovações. Tudo isso, para quem é inteligente, deixa claro o que vem a seguir, quais tipos de jogos serão mais trabalhados, quais novas tecnologias teremos e por aí vai.
Porém, os fanboys, esse câncer moderno criado a base de virgindade, não param pra visualizar o todo e tudo que vêem é, "aí aquele console que eu não tenho vai perder essa guerra para o que eu tenho", daí você fala, "mas cara, os caras apresentaram uma enxurrada de novos games e tecnologias", resposta deles, "mas a empresa do console que tenho é melhor", daí você responde "enfia a empresa no cu pra ela ter mais lucros seu retardado".
O caso é que, como em tudo que gera alguma polarização, as pessoas não ligam mais pra razão, apenas querem provar que o seu lado é o melhor, não importando se isso é fato ou não. Tudo se torna positivo, mesmo o que não é, apenas para o ser sentir-se superior, pois o complexo de inferioridade do cidadão é maior que 20000 e faria o medidor do Vegita explodir.
Dá tristeza assistir alguma conferência ao vivo por streaming, pois os chats só tem guerrinha de virgens querendo mostrar o quão descolados são com seus consoles. Assistir as conferências da Microsoft e Sony então se torna um pesadelo pois o nível descamba para algo inominável. Aparece um anúncio bacana e algum completo idiota começa a verbalizar o quanto aquilo é ruim, o quanto não vai vender e o quanto o pinto dele é pequeno ou pepeca dela é ressecada, porque fangirls também aparecem e estamos em tempos de igualdade, odiemos a todos da mesma forma.
Enfim, aparentemente essa E3 nos trouxe boas notícias, e empresas querendo se redimir por cagadas do passado, como no caso da EA, porém, o problema saiu das empresas e passou pro consumidor que não ajuda muito na evolução desse mercado que têm muito a evoluir, enquanto lucra morros e mais morros de dinheiros.

11 junho 2018

Assassin's Creed - Uma Aula A Parte

Como vãos? De carro. ônibus ou metrô? De qualquer modo tá andando na merda, igual o resto do país.
Indo direto ao assunto, hoje quero tratar sobre a franquia Assassin's Creed (aquela franquia de games que a Ubisoft lança mais que deveria), mais precisamente sobre o que ele tem a ensinar em seus jogos. Porque sim, Assassin's Creed é mais educativo que a internet.
Resolvi escrever esse texto por ver diversas vezes pessoas criticando a franquia, algumas críticas com fundamentos, como no caso de que alguns jogos pouco evoluíram dos seus anteriores, outras um tanto quanto ridículas, levando em conta apenas o gosto pessoal do crítico. O foda nisso é que esses mesmos críticos, na ânsia por demonstrar o quão analíticos são, esquecem de falar do ponto mais importante de cada jogo da franquia, suas referencias históricas.
Cada jogo da franquia se passa dentro de uma época histórica, com direito a personalidades da época, riqueza de detalhes arquitetônicos e muitos textos explicando todo aquele contexto de uma maneira clara, objetiva e o mais importante, divertida.
Cada jogo traz pencas de textos explicativos, sobre pessoas, localidades e contextos históricos. Todos esses textos com um tom irônico, sempre como se fosse escrito por algum personagem ou pela própria Abstergo (a empresa maligna do mal que é em tese o vilão maléfico e vilanesco do jogo), o que além do valor histórico, tem valor na trama do jogo.
Para exemplificar bem o que estou tentando explicar aqui, vou falar algo que aprendi jogando Assassin's Creed 3 que se passa durante a Revolução Americana. Pois bem, durante o jogo esbarramos com o lema "Don't Tread On Me" e a famosa bandeira com a cascavel enrolada, pronta para o bote. Viu a imagem acima e lembrou de algo? Isso mesmo jovem gafanhoto o Black Albun (que tem como nome verdadeiro apenas Metallica mas pode ser chamado de Álbum Preto, Álbum Negro ou ainda Álbum Afro-Descendente) do Metallica usa essa cascavel na capa e traz a musica Don't Tread On Me entre suas faixas. Ou seja, aquela música que fala sobre se preparar pra batalha, está tratando sobre a Revolução Americana e a capa do álbum nos mostra que a temática central da porra toda é essa. 
Viu só aonde cheguei? Por causa do Assassin's Creed 3, que só fui jogar em 2014, pude compreender melhor um álbum que conheço e esculto desde o início da década de 90.
Muita informação é encontrável sobre esse álbum e muita opinião também, tem os que odeiam e os que amam, tem documentário da gravação e uma porrada de pequenas outras informações mas nunca tinha visto a explicação histórica por traz da serpente ou do termo Don't Tread On Me. Por causa do jogo pude entender melhor esse período histórico das terras de Homer, coisa que só tinha conhecimento raso.
Enfim, por isso que quando vejo críticas a Assassin's Creed, fico triste pela falta de profundidade nessa parte, na riqueza histórica que essa franquia possui. Isso só nos faz poder provar aos críticos dos games o quanto que podem ser artísticos e ricos os games, sendo por muitas vezes, mais caprichados do que muitos filmes e séries por aí. 
Então é isso, jogue os jogos da franquia mas aprecie tudo pois a cada momento você irá absolver mais e mais informações e conhecimentos que te ajudarão a compreender melhor o mundo a sua volta.

06 junho 2018

Review23: Land Of Metal

Mídia: Box DVD: Documentário/Coletânea de Clips
Banda: Diversas de Metal
Selo: Coqueiro Verde
Eae, e e e, ooooooo! Você gosta de metal (o estilo musical em geral e não o elemento químico)? Você gosta mesmo? Prevendo que sua resposta foi sim as duas questões, e acreditando que você está de fato respondendo a um texto, por isso certeza que você já deve ter ao menos assistido a um documentário sobre musica, mais especificamente metal. Pois nós que curtimos um som, queremos saber mais sobre tudo, queremos entender como surgiu tal cena e subgênero, porque geralmente quem ouve metal é inteligente demais para saber apenas o superficial. Então bora falar sobre um box de DVDs que traz um ótimo documentário de metal na sua coleção. 
Land Of Metal é um lançamento da Coqueiro Verde que traz dois DVDs, sendo que um traz uma coleção de clips de diversos sub-gêneros de metal que no fim do post tem a relação completa, sim lá em baixo, e em outro o documentário Louder Than Life.
O DVD 1, contem 20 clips de bandas de diversos sub-gêneros do metal, como já me repeti pra carai. É exatamente o que falei, sendo que você vai poder assistir e ouvir grandes bandas de cada sub-gênero, sim a coletânea não visita o underground, porém, não fica no mais do mesmo e traz sons menos divulgados de cada banda, isso não quer dizer que são as musicas ruins das bandas. Um bom exemplo disso é a musica de abertura que traz Anthrax com John Bush nos vocais, uma fase que poucos conhecem. Ou seja, taí uma boa coletânea para tocar em reuniões a base de cervejas com amigos headbangers.
Já o DVD 2 traz o já citado documentário Louder Than Life, sendo que está todo em inglês, com legendas apenas em inglês, um grande problema para quem não domina o idioma de Barack Trump. A real data de lançamento é 2006, ou seja, nessa bagaça a história do metal é tratada desde seu início até esses anos ermos que já se foi 12 anos (ou mais caso você esteja lendo anos depois desse texto ser lançado), sendo assim veremos grandes heróis metalicos que já foram pro além fazer um som com Satã. Sim, esse documentário é todo montado em entrevistas, e entrevistas com gente muito foda, como Tommy Iomi por exemplo. Mas o interessante são os assuntos tratados aqui, coisas como a origem do metal, o metal enfrentando o conservadorismo americano na década de 80, o assassinato de Dimebag Darrell - o lendário guitarrista do Pantera, o surgimento do new metal e por ai vai. Tudo abordado de uma maneira que mostra o que músicos e a mídia especializada pensa do assunto, coisa que nos dá um grande panorama da porra toda. Sem chover no molhado, é um ótimo documentário que responde a boas questões, feito com respeito por fans do gênero.
Contracapa com a lista de musicas que disse lá em cima que apareceria aqui em baixo.
O box em sí é bem simples e traz apenas a caixa padrão de DVD com uma aba dupla, sem nenhum encarte ou coisa legal do gênero. A arte da capa é bacaninha mas não reflete muito bem o que você encontra dentro, a impressão que dá é que pegaram as primeira imagem que encontraram na internet e a usaram. Mas esse fato da arte ser feita pelo faxineiro da empresa remete em algo muito importante que é onde quero chegar, o preço. Saporra é muito baratinha, paguei 10 Moedas Desvalorizadas por ele em uma loja online. 
Land Of Metal não é um artigo obrigatório para uma coleção mas é tão baratinho que vale a pena a compra.

31 maio 2018

Hoje Eu... Ouvi: Breaking The Law - HammerFall

Olá seres fabulosos da Terra Do Metal, espero que estejam conseguindo vencer todas essas batalhas que somos obrigados a lutar diariamente. Se não estiverem vencendo, que pelo menos estejam conseguindo se levantar de cada rasteira que a vida dá, saber vencer é importante mas saber perder e seguir em frente é ainda mais.
Depois de toda essa sessão de auto-ajuda, vamos ao que importa pois Hoje Eu... ouvi Breaking The Law na versão do HammerFall
A capa do DVD que reaparece aqui mais uma vez de novo.
Esse cover do Judas Priest feito pelo HammerFall, eu ouvi dessa vez no DVD The Templar Renegade Crusades (que já falei aqui no post Hoje Eu... Assisti e Ouvi: The Templar Renegade Crusades - HammerFall), mas você pode encontrar também na compilação de covers Masterpieces. Viu, aqui ensinamos os caminhos da Estrada Do Metal, somos praticamente um GPS headbanger.
Como já falei e quem escuta HammerFall bem sabe, uma das principais influências da banda é o Judas Priest e eles deixaram claro isso nesse cover que é feito com maestria, sendo que o vocal não é feito pelo vocalista Joacim Cans mas sim pelo guitarrista, Oscar Dronjak, o que dá ainda mais personalidade a essa música em questão dentro do repertório dos caras do Martelo Caído.
Aqui, nesse exato momento e parágrafo, que chego na parte que estava pensando quando apreciava essa canção. Por conta de quem canta o cover não ser exatamente um vocalista, a sensação que temos é que é algo feito por fans em homenagem aquilo que amam, e é isso que é mesmo. Dá pra sentir a empolgação do Oscar enquanto canta, até mesmo quando improvisa um "tchub-tchub-tchub", coisa que ao ouvir a versão original sempre sinto falta. Quando uma versão de um som do Judas Priest te faz sentir falta de algo na original, isso é sinal que o bagulho é extremamente bom.

29 maio 2018

No More Tours 2 do Ozzy Osbourne

O que é hype para você? O que te faz ter expectativas?
Para mim nesse momento essas duas perguntas tem uma única resposta, No More Tours 2 do Ozzy Osbourne, o show do Ozzy que vai acontecer domingo aqui em São Paulo.
"Ora Franci, esse show já aconteceu! Ou você tá doido, ou viajou no tempo."
Ao que te respondo que sim, eu sou doido, mas ainda não consegui viajar no tempo, quem sabe um dia... O caso é que esse trecho aqui eu escrevo antes do show, para poder transpassar toda essa ansiedade que sinto ao show.
Para começar quero deixar registrada minha insatisfação com a Ticketmaster, essa empresa que vende os ingressos iniciais a preços exorbitantes para depois rir da cara de otário de quem, assim como eu, pagou o equivalente a uma prostituta/o holandesa/o para depois ver o mesmo ingresso sendo vendido por metade do preço. Sem nem citar a tal taxa de conveniência, que é mais inconveniente que o tio do patê.
Mas não é de insatisfação que estou aqui pra falar e sim sobre expectativas. E devo dizer que tenho muitas, muitas mesmo, para ser mais específico, tenho expectativas pra caralho! Eu sou um dos poucos que quando obrigado a escolher entre Black Sabbath ou Ozzy em carreira solo, fico com a segunda opção. Aliás, Blizzard Of Ozz foi um dos primeiros CDs que comprei na vida. Um daqueles CDs fundamentais numa coleção. Ozzy foi um daqueles caras que me influenciou a gostar do tipo de música que amo ouvir, me influenciou na maneira de pensar e de agir. Poder ir a um show dele já é algo incrível para mim e ir em um que encerra uma parte de sua carreira, é de uma emoção inominável.
Se estou ansioso? Porra, demais! 
Termino aqui esse prólogo falando que mal posso esperar pra ouvir aquele véio doido gritando "I can't fucking hear you". Depois do show eu volto, nesse mesmo texto, nesse mesmo canal... 
... 
... 
Ah, você entendeu.
...
Depois de uma gripe e uma semana não muito fácil, senhoras e senhores, voltei!
E devo dizer que voltei muito feliz com que vi naquela noite de domingo.
Fui com minha amada, cheirosa e endemoniada esposa. Chegamos no estádio Allianz Parque a tarde, um pouco antes da abertura dos portões. Já tinha umas putas filas de dobrar esquina em cada portão, já deixando claro que sim, aquela porra iria lotar e todo mundo estava bem disposto a ficar crazy ao som do Madman.
Bom, se você já esteve em algum show de arena já sabe a sequencia a seguir: abertura de portões, checagem de ingressos, revista, pulseiras sendo colocadas nos pulsos de maneira cagada para arrancar pelos, banheiro, comprar cerveja a 12 contos e pegar copo estiloso, se perder no caminho da entrada do quadrante que vai estar, chegar no local e esperar pra caralho enquanto aprecia diversos aromas. 
Exatamente na hora anunciada, o telão com a cruz simbolo do Ozzy sobreposta, começa a exibir imagens ligadas a carreira do Ozzy, com a musica de introdução rodando, o que estava quase inaudível pois o estádio era gritos histéricos puro, sim, eu também estava gritando feito um adolescente que arrisca transar na frente do Jason. Os primeiros riffs de Bark At The Moon começam e além dos grandes músicos que o acompanha, vemos alí na nossa frente o cara que é história pura no metal, o cara que se reinventou tantas e tantas vezes, sempre respeitando sua persona, vemos na nossa frente o velho doido que fez tanta e tanta gente apreciar o heavy metal e escolher para sí isso como estilo de vida.
Não vou enumerar todas as musicas, até porque quem foi sabe, quem não foi já leu o que foi tocado em vários lugares, quero aqui falar da minha experiencia como fan e devo dizer que foi das melhores possível.
Partindo dos músicos, começando por Rob "Blasko" Nicholson (ex-Rob Zombie) estava fazendo o trampo dele, não estou aqui dizendo que o cara tava no automático mas que ele não é exatamente o melhor baixista que já tocou com o príncipe das trevas. Adam Wakeman que também tocou com o Black Sabbath, que pra quem não sabe é filho do mítico Rick Wakeman (Yes/ David Bowie/ Black Sabbath) e pelo visto teve boas aulas com o pai, o cara toca muito e daqueles que estão tocando horrores sem demonstrar um pingo de dificuldade, além de em certas músicas, principalmente nos covers do Black Sabbath, assumir uma segunda guitarra. Tommy Clufetos (passou pelo Black Sabbath/ Rob Zombie) na bateria, para ser sincero, não colocava muita fé no cara, mas ele mudou totalmente minha opinião, toca pra carai, com direito a fazer solo interagindo com publico. Por ultimo mas não menos importante, Zakk Wylde nas guitarras, não tenho muito o que dizer dele, ele (como minha mulher disse e aqui vou copiar) estava sendo ele mesmo, porém, com um pouco mais de preguiça, ao invés de criar aquele manjado solo de descanso do Ozzy, fizeram um medley com alguns sons do Ozzy, porém, com todas aquelas firulas que ele costuma fazer, tocar com a boca, com a guitarra nas costas, e dar orgasmos a nossos ouvidos enquanto molha nossas roupas intimas.
O velho Ozzy é um capítulo a parte, incrível como alguém a tanto tempo na estrada, seja com carreira solo ou com o Black Sabbath, demonstra tanto tesão pelo palco e pelo publico. Sério, a cada musica o cara te ganha e demonstra uma paixão pelo que tá rolando alí que eleva o show a um estágio acima do que se espera.
Tudo aquilo que você espera do Ozzy ele fez mas de maneira mais moderada, até mesmo no tempo de show, já que foi mais ou menos 1 hora e meia. Coisa que é de se esperar pela idade avançada do vocalista. Mas suas danças malucas, seu jeito único de agitar no palco, suas frases icônicas, tudo aconteceu e muito mais.
O palco e aquele já citado telão encrucificado, uma viagem e tanto, quando os covers do Sabbath rolam, a porra toda se tornava psicodelia pura, isso junto as cervejas e fumaças ilícitas, deram uma viagem e tanto. 

Ah, não posso esquecer de falar do penúltimo bis, quando o Ozzy cita Lemmy Kilmister, antes de tocar Mama I'm Coming Home, musica que o grande ícone do Motorhead ajudou a compor. Isso por sí só já emocionou, então quando olhamos em volta, todas as milhares de pessoas cantando (sério, vi até um dos bombeiros que estavam a serviço cantando) com seus isqueiros e celulares iluminando, arrepiou demais. Pra mim, foi um dos momentos mais incríveis que já vi em um  show. 
No fim de tudo, entre agradecimentos finais o Ozzy solta "nunca vou esquecer essa noite", nem nós velho Ozzy, nem nós. Mesmo com ingressos muito caros por um show curto sem abertura, com o Ozzy desafinando ou embromando nas letras de algumas musicas, todo mundo chegou ao fim do show estasiado e não querendo acreditar que já tinha acabado. Mesmo com os roadies desmontando o palco, havia pessoas pedindo por mais.  Não vi uma pessoa reclamando de nada referente ao show, na saída tudo o que se ouvia das pessoas eram elogios, coisa bem difícil de se ver em shows nesses últimos tempos.
Enfim, quando lá no inicio desse artigo todo eu falei de expectativas, quero terminar dizendo que as minhas foram todas correspondidas, por conta disso que esse texto está tão amalucado, pois eu ainda estou ensandecido com esse show histórico que será um daqueles momentos que poderei sempre citar. Como já venho me repetindo durante essa semana, eu fui na tour de despedida do Ozzy Osbourne.