16 setembro 2019

Sobre Saturn e Fracasso

Há algum tempo li um texto por aí, sim um texto sobre games... o que você esperava?! Que eu estive-se lendo um texto cientifico? Fala sério viu, você já sabe que não dá para esperar esse tipo de coisa de mim, aliás, pelo menos eu aceito minha condição intelectual, ao contrário de um tanto bom de gentes que não sabe de porra nenhuma mas quer debater sobre o assunto mesmo assim.
Voltando ao ponto, estava lá eu lendo um artigo sobre GAMES, não lembro exatamente onde, nem ao menos qual era o tema principal do escrito, mas algo nele se manteve em minha mente, um trecho onde o escritor culpava o Sega Saturn pela saída da Sega do mundo dos consoles. Basicamente o cara dizia que, como o Saturn foi um fracasso, principalmente nos E.U.A., a Sega não conseguiu reaver a confiança do seu publico no seu sucessor, o adorado Dreamcast e por conta disso esse console não alcançou o resultado merecido.
Isso ficou de fato martelando em minha mente, depois de algumas reflexões, enquanto meditava sentado ao meu trono de porcelana sobre nascente de água, achei interessante escrever esse texticulo aqui.
Aquela coleção que faz uma lágrima correr dos olhos daquela Sega da sua mãe.
Voltando a muitos e tantos anos, a Sega era a concorrente direta da Nintendo no lançamento de consoles, isso pelo menos aqui no ocidente, já que no oriente o mercado funcionava e funciona de outra forma. Outras empresas tentaram entrar nessa briga mas apesar de vez ou outra surgir algo realmente interessante, os holofotes se mantinham sobre as duas concorrentes.
Então chegamos a tal quinta geração, onde os consoles de 32 e 64 bits dão seus primeiros passos de fato no tal do 3D. Todos os conceitos de jogabilidade e funcionalidade dos games poligonais, não importando de que tipo (corrida, tiro, ação, esporte, etc), nasceu nessa geração, assim como um monstro chamado Playstation.
A acirrada quinta fucking geração de consoles.
A Sega de fato não estudou muito bem o mercado dessa época e o seu console de quinta geração não estava preparado para a tal tecnologia que todos queriam ver, jogos poligonais. O Saturn sofria para reproduzir esse tipo de jogo, se mostrando sempre mais modesto nesse quesito quanto em comparação ao seu principal concorrente, o já mencionado Playstation, que tinha saído da jaula com força total. O Saturn era muito superior em jogos com sprites mas ao custo de muito trabalho a quem fosse programar para o console, o que fez com que muito estúdio nem tenta-se, lançando os jogos apenas para o concorrente da Sony que era extremamente mais simples de trabalhar.
Mas isso tudo não quer dizer que o Saturn foi um fracasso, pelo contrário, em terras nipônicas o console foi muito bem recebido e lembro que aqui no Brasil, muita gente curtia o console, eu sendo um deles, o grande problema é que ao contrário do que muitos pensam, as coisas nunca foram fáceis em nossas terras, e por conta disso o Playstation era extremamente mais viável com a facilidade de poder comprar jogos piratas ao custo de um décimo de um jogo original dos outros consoles. Sejamos honestos que ao contrário dos outros países onde o PSOne obteve sucesso por conta da campanha da Sony, que soube exatamente como promover seu debut no mundo dos games, aqui no Brasil o grande responsável desse sucesso foi a pirataria.
Lógico não dá para comparar o Saturn ao sucesso obtido com o Mega Drive mas são épocas diferentes com nível de concorrência diferente, na dourada era 16 bits a concorrência era menor, e a grande maioria dos concorrentes que surgiram para Sega e Nintendo ou não sabiam lidar direito com o publico ou nem ao menos tentavam de fato fazer frente as empresas. Na quinta geração a coisa se inverteu e muita empresa soube entrar com os dois pés nesse mercado, tivemos 3DO, Playstation, Neo Geo CD (que apesar de pertencer a quarta geração, ralou de igual para igual com os consoles de quinta), PC e Nintendo 64 fazendo concorrência ao Saturn e por mais que nem todas as plataformas obtiveram sucesso, todas estavam investindo bem nesse mercado dando ainda mais concorrência ao Saturn que não foi o melhor console daquela geração, mas sinceramente não foi o pior e nem ao menos considerável ruim.

13 agosto 2019

Termimei Call Of Duty Modern Warfare 2

Falam que você só sabe que uma obra é boa se ela sobrevive ao teste do tempo. Nos games não é bem assim, muitas obras extremamente dignas caíram no esquecimento, não por ser medíocres mas porque as circunstâncias não foram tão boas com elas, produtoras que abandonam ou falem, sistemas que não fazem sucesso e com isso arrastão o jogo pro buraco e até mesmo perda da licença de uso de um determinado conteúdo (games inspirados em filmes, séries, hqs e por ai vai).
Mas quando a obra de arte é de fato boa, ela te leva a uma época da sua vida onde teve o primeiro contato com aquilo. E isso aconteceu comigo quando terminei Call Of Duty Modern Warfare 2 pela segunda vez. 
COD MW2, para os íntimos, foi produzido pela Infinity Ward e distribuído pela Activision para XBox 360, PC e Playstation 3. Lançado em 2009 e quebrando uma porrada de recordes de vendas e criticas naquele ano, além de criar algumas polêmicas que aqui não tratarei.
Falei que não ia falar sobre, não que não iria mostrar a polêmica.
A primeira vez que terminei esse jogo foi em uma versão pirata em um XBox 360 que eu estava vendendo, de fato já estava vendido, só estava esperando o comprador poder ir comprar e nessa uma semana de espera eu terminei o maior número de jogos que o tempo me permitiu.
Ghost sempre viverá em nossos corações.
Hoje com minha cópia original aproveitei o sono de beleza da minha esposa pra entrar nessa guerra. E devo falar, o jogo me impressionou hoje em dia tanto quanto naquela época. Os gráficos continuam lindos, os controles continuam atuais, aliás, jogando você percebe que a saga Call Of Duty decaiu um tanto nesse quesito nas últimas épocas. A campanha tem o tempo que deveria ter, com todo tipo de momento possível, o que a torna sempre excitante. A história e os personagens são cativantes e ainda tem uma parte no Brasil de bônus, matar Brasileiro gritando em português é sempre maravilhoso.
HueHue BR
Pra mim essa é o ponto alto na série Call Of Duty, aquele ponto que influenciou um tanto bom de games concorrentes, que firmou uma marca no tempo e sobreviveu a ele, sendo que mais uma vez, o terminei e com certeza daqui a algum tempo o terminarei de novo.

09 agosto 2019

A Sinfonia Da XBox Live Brazil

Estava com esse texto quase encaminhado, esperando apena terminar o 23 + Jogado de 2017 e ver o que aconteceria nesse início de mês quando a história deu uma guinada totalmente insana pra outro lado, como poderá atestar a seguir...
No final do mês passado, bem no final mesmo, tipo último dia do mês, foi anunciado o que seria disponibilizado no Games With Gold da XBox Live (aquele programa que dá 4 jogos "di grátis" por mês, sendo dois oldgen da família XBox e dois de Xbox One) e para surpresa de geral, haviam jogos mais ou menos seguidos de um bacana, o Inside que é uma espécie de continuação de Limbo e um jogaço que é um dos grandes nomes entre todas as listas gamers, Castlevania Symphony Of The Night
Castlevania Symphony Of The Night não é apenas um jogo idolatrado, é um jogo que modificou a história gamer, criando um novo gênero, o Metroidvania. O termo que mistura o nome Castlevania com Metroid se dá por conta da mecânica de ir desbravando um mapa aberto, coletando poderes que vão nos dando a possibilidade de alcançar determinadas partes do mapa. No caso do Symphony Of The Night, ele trouxe elementos de RPG a essa exploração, tornando a brincadeira ainda mais elaborada... Enfim amiguinhos, estamos falando de um ícone da história dos games, que está ainda mais em alta graças a foda pra caraio série animada de Castlevania da Netflix.
A empolgação tomou conta de geral por conta desse jogo, mesmo todo mundo se perguntando se a Microsoft iria adicionar o jogo a XBox Live BR, que até então não o tinha e não era possível nem comprá-lo da loja americana por conta do bloqueio de região.
Eu como uma boa putinha de games que sou, fiquei de olho durante a virada de mês para ver o que viria a acontecer e para meu desagrado, aconteceu que o jogo disponibilizado não apenas não foi o Castlevania, como também foi um jogo já disponibilizado ainda nesse ano, The Maw, um jogo indie bem mé se me perguntas. 
A grande cagada se deu nisso, não era o Castlevania, não era um jogo a altura e de fato nem um novo jogo estava sendo disponibilizado já que o Maw já foi liberado uma vez, sendo que foi disponibilizado para substituir o Dragon Age II, outro baita jogo que foi disponibilizado em dezembro. 
A galera (eu fazendo parte disso) caiu de pau em cima da Microsoft, reclamando em todos os canais da XBox, nacionais e internacionais. Criaram até uma hashtag como campanha e o silêncio da Microsoft foi ensurdecedor. 
Alguns fanboys tentaram defender a gigantesca empresa alegando que os jogos do Games With Gold são gratuitos e por isso ninguém pode reclamar, mas eles se esquecem que não existe nada de graça nesse mundo e esses jogos são pagos sim, por conta disso o valor da assinatura Gold da XBox Live teve aumentos de uma boa porcentagem desde que o programa surgiu. Reclamar é o que mostra a empresa a insatisfação dos seus consumidores e traz o feedback dela com soluções, a prova disso é o que ocorreu com a concorrente Sony a algum tempo no Brasil, onde numa situação parecida os consumidores conseguiram reverter a situação.
A Microsoft manteve silêncio por muito tempo, até que por meio do perfil da empresa no Twitter ela avisou que estava trabalhando junto da Konami, a produtora do jogo, para trazer o jogo para loja nacional da Live. Isso foi um grande passo mas infelizmente parou nisso e o mês estava chegando ao seu fim sem uma resposta plausível da empresa.
Então foi anunciado o Games With Gold de Agosto e para surpresa de geral, só jogaço, sendo que um deles é outro Castlevania, o Lords Of Shadow. E mais uma vez aquela pulguinha foi colocada atrás de nossas orelhas, sendo que desta vez a situação estava ainda mais clara, Castlevania Lords Of Shadow não está na XBox Live Br e é mais possível que  venha um The Maw de novo.
PlotTwist!
Reviravolta!
Novela mexicana!
Taporra!
Novamente no Twitter a XBox Live Br anuncia que estava ouvindo nossas reclamações e por conta disso trabalhou o máximo de que pode e conseguiu trazer o Symphony Of The Night para o Brasil, não só isso, nesse mês aqui no Brasil o Games With Gold terá 5 jogos, os 4 já anunciados mais o Castlevania Symphony Of The Night! Um final mais que feliz e os nossos parabéns a Microsoft por ouvir seus clientes, antes tarde do que nunca.

07 agosto 2019

23 + Jogado de 2017


Está um tanto quanto atrasada essa lista, eu sei mas e daí, o tempo é uma ilusão. Pois bem, depois de ter feito a lista dos álbuns mais ouvidos de 2017 ( 23+: Álbuns Mais Ouvidos De 2017 ) percebi que renderia também uma lista sobre o que mais joguei naquele ano, já que passei bastante tempo praticando esse hobby, então sendo assim, aqui estarão os 23 jogos que mais joguei, lembrando que não é uma lista de melhores ou piores e sim dos que mais joguei. Sem maiores delongas, simbora:

23° lugar: Call Of Duty Advanced Warfare

Um dos jogos mais odiados da saga Call Of Duty, Advanced Warfare traz uma campanha bem interessante com a participação do Kevin Spacey (que na época ainda não era o comedor de criancinhas como é conhecido hoje). Mas o que me fez jogar bastante foi o multiplayer, as armas futuristas mas com um certo pé no chão dão uma dinâmica bem bacana para esse jogo e eu até que curti isso;

22° lugar: Road Rash 3D

Para os jovens, a série Road Rash era a coisa mais punk que existia em matéria de game de corrida. Jogo de moto com a porradaria comendo solta, com direito a armas como tacos, correntes e coisas que fazem carinhos mais violentos na cabeça dos concorrentes. Esse foi um dos jogos que mais joguei na vida quando era moleque e quando descobri que dava para rodar liso em um emulador de PsOne, joguei ainda mais depois de velho;

21° lugar: Road Rash

E a primeira versão dessa franquia maravilhosa foi uma das que menos joguei na era 16 bits, quando consegui um Mega Drive, anos depois de sua era de sucesso (ser pobre é foda), era quase impossível achar a fita, consegui as continuações mas não sei porque não encontrei o cartucho do primeiro Road Rash. Emulação salvou meus dias e joguei horrores esse jogaço que me surpreendeu em mostrar como envelheceu tão bem;

20° lugar: Super Castlevania IV

Joguei Castlevania e Castlevania 3 no Nintendinho, depois disso não mais procurei ter contato com a franquia, mesmo tendo gostado muito de jogalos. Fui jogar de novo um jogo da franquia só quando estava na era 32 bits com o amado, adorado e idolatrado Symphony Of The Night, depois dele sempre procurei jogar as versões dos consoles que possui. Só com emulação fui ao encontro desse jogaço do SNes e me impressionei como é bom saporra;

19° lugar: Asphalt 8 Airborne

Não sei jogar com teclado e mouse, não tenho costume e acabo me embananando todo com esse formato de comando. Dito isso, jogos de PC em sua maioria não são para mim mas esse aqui tem comandos simples e sempre que fiquei sem internet no meu notebook foi o que pude usar para passar o tempo e me divertir muito pois a jogabilidade é muito boa e o sistema de corrida arcade sem frilula é algo que curto por demais;

18° lugar: Sonic 3

Amo os jogos em 2D do ouriço azul, um ou outro em 3D é jogável... Mas enfim, por motivos Sonic 3 eu não tive muito contato mas a emulação salva sempre e pude desfrutar por demais desse jogaço;

17° lugar: Warface

Esse jogo já tinha saído no XBox 360 a tempos atrás e me divertiu demais naquela época com uma jogabilidade muito boa, gráficos simples mas honestos, sistema de armamento bacana e mapas feitos pro embate. O jogo foi desativado e fiquei órfão até que muitos anos depois saiu sua versão para XBox One, continuando free to play sem ser pay to win, com uma jogabilidade ainda melhor, gráficos bem bacanas e o mesmo tipo de mapas. Jogo pra carai pois aqui o embate continua sendo o foco, coisa que grandes franquias de FPS estão esquecendo;

16° lugar: Marlow Briggs And The Mask Of Death

A pegada aqui é um tanto quanto indie, então não dá para cobrar muito e não cobrei. O jogo é um pouco travado mas tem aquele tipo de ação que God Of War trouxe de volta quando surgiu, sendo que a temática dele me conquistou já que traz algo bem diferente daquele cenário que sempre vemos nos games, tudo é em volta da África e sua cultura, sendo que o personagem principal, que dá nome ao game, ganha um alter ego que nos brinda com uns diálogos bem inusitados, curti, me julgue por isso;

15° lugar: Lego Star Wars 3

Joguinhos de Lego seguem uma fórmula básica, por mais que seja feito em franquias totalmente diferentes entre si, para mim, alguns funcionam, outros nem tanto. Todos que giram em torno de Star Wars funcionam muito bem e são os que melhor fazem humor de fato engraçado e isso me divertiu muito nesse aqui em questão;

14° lugar: Batman Arkhan Asylum

Ganhei da minha mulher/ namorada/ esposa/ amante/ amiga/ tchutchuquinha uma caixa temática do Batman e entre os mimos havia dois jogos da série Arkhan, Asylum e Akhan City, ambos em suas versões Gamer of The Year, cheios de conteúdos adicionais, coisa linda do sinhô... Enfim, Arkhan Asylum é um primor de jogo, extremamente viciante e para quem como eu cresceu lendo HQs, um deleite que tomou muito do meu tempo;

13° lugar: Warframe

Esse jogo gratuito é bem bacana e eu o baixei só depois de ganhar conteúdo para ele assistindo alguma coisa da Microsoft ao vivo no Mixer, não lembro exatamente o que, o caso é que quando se assiste alguns conteúdos da Microsoft voltados para games pela Mixer, ela te premia com alguma coisa, seja jogos ou DLCs, no meu caso foi uma DLC desse jogo. Baixei e demorei a entender como funciona, até entender certinho todas as nuances dessa bagaça, já tinha ido umas boas dezenas de horas;

12° lugar: Terra-Media - Sombras Da Guerra

Não costumo comprar jogos no lançamento, acho caro demais e depois de alguns meses você compra o mesmo jogo por menos da metade do preço do jogo cheio e com DLCs. Esse jogo aqui foi uma exceção, comprei no lançamento pois como já devem ter percebido pelo blog, sou muito fan do mundo criado por J R R Tolkien. Joguei muito, formei exércitos e amei tudo no jogo, entendi que para adaptar algo tão grandioso para um game, muitas liberdades tem que ser tomadas e achei elas até que inteligentes, mesmo não concordando com todas. O fato é que o jogo é bacana, e para quem curte a Terra Média, ele sobe ainda mais nas avaliações;

11° lugar: Ultimate Marvel Versus Capcom 3

Quando Marvel Versus Capcom 3 lançou, eu era viciado no 2, jogava no PlayStation 2 e em fliperamas e jogava até que bem, ganhava mais que perdia nos contras, ninguém segurava meu trio Ciclope, Capitão Comando e mais um. Então muita coisa mudou de um pro outro, desde da jogabilidade com apenas 3 botões de ataque até a pisada no freio da velocidade e apesar de alguns pesares, curti demais o jogo e pelo gameplay mais simplificado, me sai melhor nele. A segunda versão desse jogo eu não cheguei a jogar, só fui pegar no relançamento dele em HD na atual geração e mudou muita coisa para mim nesse Ultimate. Balanceamento dos personagens, masetes foram tirados e tudo que facilitava meu gameplay se foi mas mesmo assim curti o jogo e o joguei bastante, mesmo não conseguindo dominá-lo no online onde as regras do fliperama não são respeitadas (já que o pau no cu está longe demais para levar uns roriukens) e a apelação come solta, tirando a graça do jogo;

10° lugar: Ghost Rider

Já falei desse jogo aqui no post Terminei Ghost Rider, o caso é que o jogo do Motoqueiro Fantasma para Game Boy Advanced não é o melhor do mundo, de fato nem bom é, mas é o que eu tinha a mão nas minhas viagens e quando não tinha muito o que fazer enquanto estava no trabalho. Sim, era o que tinha pra janta e por isso tive que aproveitar da melhor maneira possível;

9° lugar: Sniper Elite 3

Esse foi o primeiro jogo que rodei no meu XBox One, no dia em que comprei meu One, comprei Sniper Elite 3 usadinho no centro de SP por R$50,00. O meu console veio em um bundle especial do Battlefield 1 mas o BF veio em formato digital na forma de um código para download, sendo 80  fucking Gb de lindezas da primeira guerra mundial, eu sabia que para baixar esses 80Gb iria precisar de tempo e para uma pessoa ansiosa tempo é saúde mental se esvaindo, por isso procurei um jogo físico para instalar e curtir as maravilhas da nova geração o quanto antes. E já tinha o Sniper Elite V2, adorei o jogo, sabia que não tinha erro pegar o 3 e não teve, puta jogo gostoso! Não tem nada mais divertido que arrumar um ninho de águia e sair ripando nazista, apreciando uma câmera lenta com raio x valorizando o regaço de tiros que estraçalham nazis de tudo que é forma possível. Isso em um cenário pouco usual da segunda guerra mundial, a África;

8° lugar: Forza Horizon 2

A versão de XBox 360 é totalmente capada até em comparação ao primeiro jogo da franquia mas mesmo assim é extremamente viciante e divertido. É aquele tipo de jogo de corrida que você quer colecionar os carros, bater os próprios recordes e ganhar todos troféus possíveis. A trilha sonora tem uma rádio só de rock com direito a Jane's Addiction, o que torna o ato de dirigir e tirar rachas ainda mais gostoso em gráficos lindos e desafios insanos;

7° lugar: Gears Of War 3

Na minha modesta opinião Gears Of War 3 foi onde refinaram  o multiplayer a ponto de perfeição. Nem mesmo os sucessores conseguiram deixar o multiplayer tão prazeroso quanto aqui. Os mapas são todos incríveis, as armas estão muito bem equilibradas e vale cada minuto de gameplay. Por isso que até hoje esse jogo foi o único que me fez chegar ao nível mais alto no multiplayer e depois zerar com a DLC para subir de novo... A campanha é bem bacana mas não é a que mais me divertiu na franquia;

6° lugar: Killer Instinct

Entre os primeiros jogos que comprei para o XBox One, esse foi o jogo de luta que até então mais me divertiu nessa geração. O gameplay é amigável para quem joga no nível casual e também é bacanudo para quem quer se aperfeiçoar. Eu peguei a versão Ultimate do jogo que vem com tudo que ele possui, ele em versão simples ou para quem foi comprando em temporadas não deve ter sido muito agradável mas isso é outro assunto. Enfim, curti os gráficos e a remodelagem dos personagens clássicos, curti o novo sistema de Ultra Combos e Ultimates e principalmente o de Combo Breaker... Enfim, o jogo está bem redondinho e por isso foi um dos que mais joguei;

5° lugar: Destiny

Esse jogo eu peguei em 3 formatos, primeiro a demo que terminei em um dia, depois o jogo base que em pouco tempo cheguei ao máximo que meu personagem podia ali e por último a versão mais completa The Taken King que saiu para XBox 360. Apesar de achar uma bosta o sistema em que esse jogo foi lançado, sendo atualizado por temporadas caras, ele é maravilhoso. Os gráficos, a trilha e a jogabilidade trazem tudo que Halo tinha de melhor mas com uma pegada que me fez lembrar um pouco o sistema de Borderlands, ou seja, maravilhoso;

4° lugar: Bound By Flame

Já falei desse jogo aqui quando Terminei Bound By Flame, reitero aqui tudo que lá falei e só posso dizer esse jogo pode não ser o  melhor mas está entre os que mais curti;

3° lugar: Metal Gear Solid V - The Phantom Pain

Lembro ainda quando esse jogo foi anunciado, como um fan da franquia, fiquei alucinado de hype. Esperei feito uma fan de K-Pop pelo lançamento e comprei, instalei e joguei até o cu fazer bico a assobiar! Pra mim que joguei praticamente todos os jogos da franquia Metal Gear, essa é a obra máxima de Hideo Kojima, as pontas soltas mais importantes se fecham nesse jogo, o gameplay é refinado a ponto de você se sentir em meio aos QGs que invade, cada detalhe teve atenção, até a bosta do cavalo pode ser usada para alguma coisa. Enfim, The Phantom Pain ganhou muito da minha atenção;

2° lugar: Mass Effect

Em 2017 ouve muito furto de cabo de internet na região onde moro e por conta disso passava sempre uns dias por mês sem internet, por conta disso tive que escolher jogos com foco total no offline para jogar e Mass Effect foi uma das escolhas perfeitas. O caso é que o primeiro Mass Effect tem um dos melhores elencos que um jogo já teve, até personagens secundários são fascinantes e o universo desse jogo é complexo e totalmente genial! Jogo Mass Effect prestando atenção a todos os textos e nuances da história, mergulho naquele mundo e cada sessão de gameplay me enriquece intelectualmente. O lado positivo desse jogo é que as decisões aqui não são ou preto ou branco, como a maioria dos jogos do mesmo gênero, aqui há bastante cinza e o meu Shepard decidi que seria eu imerso naquele mundo, ou seja, não tomo as decisões pensando no que seria melhor para meu gameplay e sim tomo as decisões que eu tomaria se estivesse ali. Sim, imersão única em um ambiente de ficção científica;

1° lugar: The Elder Scrolls V - Skyrim

Pelos mesmos motivos que relatei no caso do Mass Effect, Skyrim foi eleito como ótimo jogo a se jogar nas situações offline. Mas não só nessas situações, Skyrim talvez seja o jogo onde você mais tenha liberdade já feito, para você ter ideia, eu só fui começar a cumprir as missões da campanha depois de mais de 10 horas de gameplay, isso porque queria liberar os shouts (aqueles gritos bem loucos que fazem vários tipos de estragos), antes disso eu estava mais interessado em desvendar algumas dungeons e descobrir qual é de algumas vilas. Aqui além de poder resolver cada situação da maneira que bem entender, você conta com um mapa extremamente grande onde tudo, exatamente tudo, nele pode ser explorado, tudo isso com a adição de dragões, não tem erro e por isso joguei demais saporra!

11 junho 2019

Adeus Maestro

Nesse ultimo dia 8 perdemos um dos maiores músicos de metal, na verdade de rock (pois sua arte reflete em todo universo do rock), do mundo. Andre Matos se foi. Isso é uma noticia extremamente impactante pois você não espera que um cara jovem como ele era fosse partir.
Minha mulher viu a noticia no Twitter e na hora nós travamos, "como assim? Deve ser mentira!" Infelizmente não era. Daí enquanto conversava com ela me veio aquela pensamento "poxa, nem conheço o cara pessoalmente, porque isso me deixa triste?" Tentei não transparecer para minha mulher mas essa noticia foi uma facada no meu peito, evitei ouvir as musicas dele para não doer ainda mais.
Eu não tive nenhuma proximidade com o Andre Matos, mas ele faz parte da minha vida, ele estava lá quando eu ainda garoto li em uma Super Gamepower uma matéria que fala sobre uma tal banda Angra que tinha lançado seu primeiro álbum no ano anterior e que estava fazendo muito sucesso no Japão. Ele estava lá quando olhei para capa do Angels Cry naquela matéria e fiquei extremamente impactado com aquela arte e a repliquei de diversas maneiras em meus desenhos, sem ao menos ter ouvido uma musica sequer da banda.
Ele tava lá um ano após isso quando um primo conseguiu uma fita K7 com o Angels Cry gravado, ele estava lá enquanto jogávamos vídeo game ouvindo essa fita e uma outra com várias musicas do Iron Maiden. Ele estava lá quando peguei aquele K7 pra mim e jogava Top Gear ouvindo ela sem parar.
Ele estava lá enquanto eu crescia e criava meus gostos musicais, ele ajudou a formar meu caráter com sua arte. Ele estava lá quando em meus anos de metal extremo, quando eu virei as costas ao Angra que mesmo assim sempre acabava ouvindo mesmo sem querer. 
Ele estava lá me mostrando o exemplo de quando não está feliz com algo, faz um novo e mostre o seu melhor nisso.
Ele estava lá quando ninguém mais estava ao meu lado, sua arte estava lá ao meu lado, seja com Angra, Shaman, Avantasia ou em sua carreira solo. Não estava ao meu lado o homem, estava o legado e esse legado vai continuar ao meu lado mas dói saber que não terei uma segunda chance de vê-lo ao vivo, de ganhar novos materiais e de aprender um tanto mais com ele e isso machuca.
Enfim, a morte é um caminho da vida e infelizmente não podemos fazer nada quanto a isso, resta apenas desejar paz a família dele e que se tiver algo pós-vida que seja o melhor que tiver para ele, vai em paz Maestro das nossas vidas.