21 fevereiro 2018

Rock & Literatura: Saga O Senhor Dos Anéis (Lord Of The Rings)-J. R. R. Tolkien (Parte 20)

E aqui estamos mais um dia, trazendo mais cinco bandas que se inspiraram em algum som ou momento na obra de Tolkien. Com esse post já se vão 100 bandas e ainda há muito por vir. O mais legal da saga da Terra Média é que ela influencia todo subgênero do rock, os que querem a visão do bem ou do mal, os sons mainstream e underground, leve ou pesado, enfim, todos podem se inspirar nesse mundo incrível mas apenas os mais interessantes podem aparecer aqui, como podem ver no caso do anterior Rock & Literatura: Saga O Senhor Dos Anéis (Lord Of The Rings)-J. R. R. Tolkien (Parte 19).

Já me estendi demais na introdução, agora que estamos dentro vamos até o fim:

Blood Of Me: E os gêneros moderninhos também ganharam algum tipo de influencia da Terra Média, ou seja, aqui temos uma banda de Metalcore. Tudo bem que essa banda está no lado escuro da Força, underground total. Em seu único álbum de estúdio, Gracefulness Is Lost, estes caras dos Estados Unidos trazem o som Isildur, o primeiro homem a ser corrompido pelo Um Anel;

King Gizzard And The Lizard Wizard: Sente falta daqueles rocks psicodélicos cheio de experimentação da década de 70? Aqui está uma banda atual que vai aplacar sua fome. Em 2017 esses australianos doidações lançaram o álbum Murder Of The Universe e mais 4 outros. Sim, lançaram 5 álbuns em um ano, aja ácido... Focando no Murder Of The Universe, esse álbum é dividido em capítulos, contabilizando 3, sendo que um deles The Lord Of Lightning Vs. Balrog, que conta com 6 musicas, dentre elas The Balrog que foca nessas criaturas nefastas criadas, de certa forma, por Melkor;

Martyr: Essa banda de heavy metal holandesa em 1986 lançava o álbum Darkness at Time's Edge, com fortes influencias de Mercyfull Fate. Nesse álbum encontramos o som The Third Kin-Slay (não achei a musica em si, só o álbum, então basta saltar para o tempo 20:51 no vídeo ou ouvir o álbum inteiro que é bem bacana), onde a saga da busca das Silmarills é homenageada;

Pagan Altar: Essa banda mais que clássica que vem da era do NWOBHM toca um doom com fortes influencias de heavy metal desde os tempos mais primórdios. O mais interessante é que apesar da banda existir desde aqueles anos áureos, a discografia dela foi gravada em sua grande maioria nos anos 2000, e dessa época, em 2006 para sermos mais exatos, temos o álbum Mythical & Magical que nos brinda com o som Rising Of The Dark Lord, em homenagem ao senhor de Mordor;

English Dogs: Advinha da onde essa banda é? Hã? Hein? Hein? Hein? (Imagine cotoveladas de tiozão engraçadão enquanto lê) Sim, são punks da terra da rainha. Glorioso não? Mais glorioso ainda é que são compatriotas do mestre Tolkien (que aliás vai ganhar cinebiografia agora em 2018) e homenagearam sua obra com o som Middle Earth, falando como se pode esperar, da Terra Média.

08 fevereiro 2018

Wallpaper: Cruachan

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05 fevereiro 2018

Rock & Literatura: Saga O Senhor Dos Anéis (Lord Of The Rings)-J. R. R. Tolkien (Parte 19)

Prontos para mais uma visita a esse mundo fantástico criado pelo Sr. J. R. R. Tolkien? Espero que sim mas caso a resposta seja não, fique sabendo que embarcará nela da mesma maneira, porque leitor não tem direito a dizer não e ponto final. Já faz um tempinho que publicamos Rock & Literatura: Saga O Senhor Dos Anéis (Lord Of The Rings)-J. R. R. Tolkien (Parte 18) o que pode ser um crime nosso.

Sendo assim ou assim sendo, simbora:

Unchaining: E para começar mais uma banda de black-metal, para não variar. Os caras da Itália nos brindam com um som soturno com várias referencias a Terra-Média, entre tantos sons inspirados no mundo criado por Tolkien, temos The Awakening of Fangorn que trata sobre a floresta obscura onde os pastores de árvores vivem, inclusive Bárbavore;

Armia: Como não só de black metal vive esse blog, chegamos a uma banda de punk rock oriunda da Polônia, coisa loca da porra. Em seu primeiro álbum, que possui o mesmo nome da banda, de 1988, temos o som Bombadil W Locie que em tradução porca e livre pode ser Bombadil No Voo, um som instrumental bem legal em homenagem a Tom Bombadil, aquele personagem muito conhecido por quem leu a trilogia Senhor Dos Anéis e não apareceu nos filmes. Não consegui achar a musica sozinha, maaaaaas achei o álbum que a contém, ela está em 31:14;

Arryan Path: Saindo da Europa e indo para a terra das guerras sociais da América do Norte, os EUA. Arryan Path toca um heavy metal porrada que pode ser chamado de power metal por alguns. Em seu segundo álbum, Terra Icognita, os caras trazem Minas Tirith, o coração e capital de Gondor;

Destinity: E como hoje estamos viajando por aí, vamos a uma banda Francesa que traz um death/thrash violentaço como manda o figurino. Como tudo que é banda de metal extremo, essa resolveu homenagear o lado negro da força com Hymn for Minas Morgul. Como no caso do Armia, também não encontrei a musica sózinha mas o álbum é legal, então aprecia a porra toda aí;

Gravewurm: E para fechar essa sequencia de bandas, uma banda de black metal americana, não confunda os caras com o Graveworm, ao contrário do primo rico, aqui a porra é mais séria e o som cru, criado por um power trio. Como era de se esperar os caras homenageiam a galera de Sauron, melhor dizer, de Saruman em The Wolves Of Isengard.

28 janeiro 2018

Terminei: Manhunt 2

Olá meus caros seres modernos. A tecnologia e o mundo como um todo evoluíram bastante e com isso tudo está se tornando chato, chato, chato, chato pra caralho!
Hoje em dia parece que a maior forma de diversão é reclamar, são as minorias reclamando disso, os puritanos daquilo e a problematização sendo criada para tudo que gostamos. Sai um filme e alguém problematiza a roupa curta da atriz ou alguma idiotice do gênero, sai um jogo e alguém problematiza a violência e assim essa censura moderna vai fazendo ataques a arte.
Mas deixemos isso de lado por enquanto e vamos ao que interessa que é o ultimo jogo que terminei, Manhunt 2 na sua versão para PSP que já apareceu por aqui 3 vezes, sendo em: 1 Quest 2 - Manhunt 2 (PSP) - Episode 1 Awakening10 Minutos 5 - Manhunt 2 (PSP)1 Quest 7 - Manhunt 2 (PSP) - Episode 5 Best Friends.
Manhunt 2 é um jogo familiar feito pela nossa querida e amada Rockstar... Tá bom, não muito familiar mas é da Rockstar, o que você esperava?
No caso, nos dois jogos lançados até então na série Manhunt, o grande chamariz é a violência elevada à casa do caralho e isso pra mim é algo que acaba desmerecendo os jogos pois eles vão bem além disso. Me atendo ao 2, é um jogo no estilo stealth com uma história bem interessante, apesar de previsível. E quando falo stealth, imagina um Hitman, sem classe, todo vomitado, com psicopatia e muita vontade de ver sangue jorrar. O stealth aqui é competente, com elementos bem próprios e que influenciaram outros jogos do gênero, como o uso de sombras para se esconder e de execuções usando elementos do cenário.
Desobstrução de garganta.
Na parte da violência, ela é bem alta, você seleciona uma arma e ao se aproximar de um inimigo pressiona o botão de execução e ao manter esse botão apertado, um simbolo sobre a vitima vai mudando de cor, a primeira cor, uma execução mais light, a segunda, uma crueldade a mais e a ultima cor é sadismo total, sendo tão sangue ruim que o corpo do defunto ao ser visto por seu colega pode gerar vomito e medo e isso é um detalhe que mostra o cuidado de que a produção recebeu.
Porém a violência não fica apenas nessa parte mas em tudo, você passa por tudo que é tipo de cenário brutal, desde degeneração sexual à tortura por prazer. A brutalidade é jogada na sua cara a todo instante sendo usada até mesmo como ferramenta de puzzle.
Vou matar esse mosquito entre esse taco e sua cabeça.
Na minha experiencia jogando, senti apenas falta de um segundo analógico para movimentar a câmera, já que joguei a versão de PSP e nele esse luxo não existe, no resto, tudo é obra de arte, dublagem, gráficos e tudo mais tecnicamente perfeito.
Quando cheguei próximo ao fim do jogo e já tinha entendido o principal problema do personagem principal, algo surpreendente foi me jogado no colo e um dos trechos mais tocantes que já vi em um game aconteceu (não vou spoilar), algo que me fez ver que a experiencia aqui vai muito além da mera brutalidade e gore.
Porém, voltando ao que estava falando no incio desse post, se passaram 11 anos desde o lançamento desse game e mesmo naquela época de menor hipocrisia, esse jogo gerou algum mimimi. Agora, nesse 2018, se fosse lançado um Manhunt 3, mesmo sendo um jogo indo muito além da violência e brutalidade, geraria uma onda de protestos de todos os lados onde uniria tanto minorias quanto puritanos para brutalizar a arte. Pois nesses tempos modernos de hipocrisia suprema, quem está sofrendo maior violência é a arte.