24 janeiro 2020

Adeus Neil Peart

Nesse início de ano a fatalidade veio com dois pés nos nossos peitos e logo de cara perdemos a lenda Neal Peart.
Agora, depois de um tempo de sua morte, já está sendo revelado por algumas pessoas mais próximas dele que o baterista já estava em tratamento do fatídico câncer a mais de anos, e que seu estado de saúde estava bastante deteriorado. Porém igual a todo o resto do público, nós só soubemos disso tudo agora e a notícia de sua morte foi extremamente repentina, e, de qualquer forma que fosse, triste por demais.
Tem muitos músicos que as pessoas os colocam em primeiro lugar como referência e logo surge alguém pra falar que tá errado, no caso de Neil Peart, o colocar como primeiro lugar é algo unânime, goste do som do Rush ou não, todo mundo respeita o trabalho dele. Digo isso e assino em baixo já que na nossa lista de bateristas (23+: Bateristas) o colocamos em primeiro lugar, porque assim como no caso de Jimi Hendrix, nunca surgiu, e duvido muito que surja, alguém capaz de superá-lo.

02 janeiro 2020

Resident Evil 4 - a história é mais realista do que você imagina

Encontro com muita frequência (quer dizer, agora nem tanto) um meme fuleiro sobre Resident Evil 4 em que fala que a filha do presidente americano é sequestrada e eles enviam apenas um cara com uma pistola. Você já deve ter cruzado com isso por suas andanças internéticas também.
Pois bem, venho até vós me cê hoje para te falar que essa parte do roteiro é a mais realista do jogo, que é um dos mais queridos da franquia e com toda razão, baita jogo que envelheceu muito bem!
A argumentação começa com, o agente secreto, no caso o menino do cabelo divoso Leon Kennedy, vai numa missão investigativa. Ou seja, ele não vai para resgatar a filha do presidente e sim verificar uma denuncia ou algo do gênero. O que torna isso plausível é o fato de ser em outro país, o jogo se passa em alguma localidade rural na Espanha.
Por mais que EUA seja uma superpotência, ele é obrigado a respeitar a soberania de outros países (a menos que o presidente desses outros países não estiver disposto a dar tudo que tem, até o cu para o presidente americano), e em casos como esse ele não pode enviar agentes ao seu gosto, tem que infiltrar os mesmos, o que acontece muito com a CIA por exemplo. Os agentes dela vão em missões em outros países sem demonstrar nenhum vínculo com o governo americano e caso sejam descobertos, se fodem sozinhos. 
Uma das provas disso que estou afirmando é o livro Plano De Ataque de Bob Woodward, esse livro conta o trabalho pré guerra do Iraque, mostrando todo o protagonismo do governo Bush na criação de um plano de ataque (viu só porque o nome do livro?), isso um ano antes da guerra começar. O livro conta com entrevista com pessoas envolvidas no tal plano e consultas a documentos da época. 
Nesse livro é reservado uns bons capítulos aos agentes da CIA que vão até o país para fazer serviço de contra inteligência, ou seja, dar dinheiro e armas a grupos rebeldes para assim minar um pouco da soberania do governo Iraquiano, que na época estava nas garras de Saddam Husseim. Esses agentes da CIA não tinham nenhum vínculo com o governo americano, até mesmo seus comprovantes eram apenas guardanapos rabiscados.
Mas isso não se reserva apenas o que Plano De Ataque documenta, muitos filmes baseados em história real contam o mesmo, basta dar uma pesquisada para saber... Que é? Larga de preguiça e pesquise por si mesmo, não vou ficar te indicando o caminho, não sou GPS.
Voltando a RE4 (sou íntimo do jogo a ponto de poder chamá-lo pelas iniciais), Leon é apresentado como um agente secreto, de tão secreto sua agência nem é mencionada, e como tal ele pode sair chacinando os moradores do pequeno povoado onde o jogo se passa. Por mais que os caras estejam com um vírus maligno, pensa, eles tão lá de boas cuidando de suas plantações e se alimentando de uma maneira inusitada quando chega um cara metendo bala em geral sem nem perguntar o nome de ninguém. Não sei pra vocês mas pra mim isso é chacina.
Mas finalizando isso aqui, pois já falei demais, acho que provei meu ponto de vista e dei provas plausíveis mas sinta-se a vontade para comentar, com respeito e dignidade. 

29 dezembro 2019

23+: Álbuns Mais Ouvidos De 2018

Quase dois anos depois entrego a minha lista de álbuns mais ouvidos de 2018, enquanto isso acompanhe a lista de 2019 que está sendo formulada agora no nosso Instagram. Propagandas a parte, essa lista trás os 23 álbuns que mais ouvi naquele ano, isso não quer dizer que são os melhores ou até mesmo que os acho melhores, apenas que os ouvi mais nesse ano que ficou pra trás, igual seu anus. Enfim, simbora a lista então:

23º lugar: Iron Maiden - Iron Maiden

O primeirão do Maiden não precisa de apresentações, um baita álbum que influenciou meio mundo com seu som e sua capa... Nesse ano abri a cabeça para a fase Paul Di'Anno e valeu muito a pena ouvir esse baita play;

22º lugar: BF3

Sou da época em que a gente fazia compilações como presente a quem gostamos, e claro, como amo minha mulher, fiz umas compilações em homenagem a ela e essa compilação esta recheada com coisas que amamos e que fazem parte da nossa historia como David Bowie, Motorhead e Rammstein. A compilação ficou tão bacana que ouvimos bastante;

21º lugar: Vulgar Display Of Power - Pantera

Apesar das merdas que o Sr. Phil Anselmo faz sem parar, a obra de sua antiga banda é atemporal e de tempos em tempos você acaba a redescobrindo e a ouvindo até o cu fazer bico;

20° lugar: American IV - When Man Comes Around - Johny Cash

O último álbum lançado por Cash em vida é uma compilação de covers em formato acústico, todos em um tom triste de despedida e de contemplação de um homem no fim de sua vida. Amo esse trabalho dele e nesse ano foi um dos que mais ouvi;

19° lugar: One By One - Foo Fighters

Esse não é um dos álbuns mais queridos pela crítica e fans da banda mas é o que mais curto deles. Trás um peso que na época de lançamento me chamou bem atenção, presente da minha mãe, esse play trás lembranças de uma fase mais simples da minha vida e isso me trouxe um pouco de paz nesse ano;

18° lugar: Demanufacture - Fear Factory

Essa belezinha é uma pancadaria maravilhosa do início ao fim, influenciou uma caralhada de bandas de diversos subgêneros do metal extremo e quase furei de tanto ouvir essa coisa viciante;

17° lugar: Moonlight - Edu Falaschi

O álbum acústico do Falaschi é aquele play perfeito pra relaxar com uma taça, ou garrafa, de vinho na mão depois de um dia merda. E eu já devo ter falado mas repito, a minha cópia é autografada baby;

16° lugar: Forged In Fire - Anvil

O Anvil é aquela banda que a gente escuta e não entende porque não tiveram o mesmo sucesso que a galera que tocava algo parecido nos anos 80, tem até um documentário da hora que faz a mesma pergunta, vale conferir. Forged In Fire é um álbum porreta com o bom e velho heavy metal, ótimo pra bangear por aí e eu amo fazer isso;

15° lugar: Spirit Black - Jorn

Peguei esse play só por causa do preço, paguei só 10 Ditadores nele. Ao chegar em casa, uma boa surpresa, o play é muito bom. Esperava colocar pra tocar e ouvir o power metal que me fez conhecer o vocalista mas ao invés disso encontrei uma mescla bem interessante de heavy com hard rock. Cara ouvi demais isso;

14° lugar: MTV Ao Vivo Volume 01 - Raimundos

Quem cresceu na década de 90 sabe o quanto esses caras destruíram o main stream com um punkão de respeito. É sério, era maravilhoso ver minha mãe assistindo o Faustão e os caras entrarem ao vivo, bons tempos. Esse ao vivo trás todo o poder da banda em 20 músicas que mostram toda a pancadaria que os Ramones nordestinos sabiam impor. Ouvi pacas isso aqui em casa;

13° lugar: Nemesis - Stratovarius

Outro duma leva dos que comprei pelo preço, na verdade mostrei pra minha mulher 3 plays e falei, "escolhe um" e ela foi nesse e que saiba escolha. Com um tom meio que conceitual aqui o Stratovarius soube equilibrar a velocidade e melodia, viciante pra carai;

12° lugar: Iron Maiden - Iron Maiden

Sou dos que acham o Bruce Dickinson um fator bem importante no Iron Maiden e por isso meio que tinha preconceito com os outros vocais da banda ( desculpa Blaze mas com você nunca vai dar ), esses tempos abri a mente pra primeira fase da banda e puta que pariu, o debut do Maiden é maravilhoso em tudo e o vocal do Paul Di'anno cai como uma luva aqui, perfeito para todos os momentos;

11° lugar: I See Red - Claustrofobia

Pra mim uma obra prima da banda. Todas as músicas se falam entre si e é porradaria atrás de desgraceira com uma pecada um tanto quanto complexa. Nunca me canso desse álbum e ponto;

10° lugar: Oath Bound - Summoning

Não sou muito fan desse tipo de som atmosférico mas o Summoning me pegou pelas bolas, no bom sentido, ou não. Os caras trazem um tom épico ao som deles que é recheado com letras sobre a Terra Média. Para um fan de Tolkien ouvir um som desse é viajar diretamente para Mordor, estando entre os Nazgul entonando suas cantorias obscuras, e cara como eu amo essa viajem;

9° lugar: Omni - Angra

O último play do Angra, até agora, entra na minha lista de prediletos da banda. O play é redondinho, trazendo um pouco de cada coisa que a banda já havia feito mas sobre a influência dos novos músicos, ouvi demais isso aqui;

8° lugar: Far Beyond Existence - Torture Squad

Por falar em último álbum de uma banda e nova formação, May Undead é FODA! Esse álbum do Torture Squad é uma obra prima da desgraceira e é perfeito em cada ponto de sua essência, escultei muito e um pouco mais;

7° lugar: Rabits Don't Come Easy - Helloween

Não sou dos maiores fans do Helloween, de fato passei a ouvir a banda por agora, nem curtia. Esse álbum me fez abrir a mente para esses alemães gente boa. O atual vocalista traz algo em sua voz que curto muito, um pouco de agressividade, algo que na minha singela opinião, sempre faltou na banda. Esse álbum é grudento, fica na sua mente e você acaba repetindo a audição por conta disso e de tanto repetir ele está aqui;

6° lugar: R.I.B. - Tankard

Si tem uma banda que merece mais respeito do que tem, é o Tankard. Esses alemães malucos entregam thrash de primeira, com uma temática zueira que muitas vezes esconde assuntos muito mais sérios como política, guerra e tudo mais. Suas letras tratam de tudo isso de maneira inteligente, sem cair no clichê de sempre e esse álbum é prova disso, esculte, olhe as letras e vicie nele assim como eu;

5° lugar: Entangled In Chaos - Morbid Angel

Você já deve ter ouvido alguém falar "ah tal álbum ao vivo é o melhor já feito", essa frase eu já ouvi ser atribuída ao Scorpions, Kiss, Motorhead e até ao Camisa De Vênus mas pra mim, o melhor álbum ao vivo é esse do Morbid Angel. Com 11 músicas da melhor fase da banda, os caras trazem um death metal old school no talo, com uma execução que arrepia até os cabelos do cu. Death Metal não costuma receber gravações de qualidade ao vivo mas isso aqui é exceção total, a mixagem é perfeita e traz todo o peso da banda e quando termina, você se sente obrigado a rodar de novo;

4° lugar: Empiricism - Borknagar

Já devo ter falado desse play por aqui, eu o amo e sempre escuto. Poderia descorrer do quanto o black metal é equilibrado com a técnica e que é um dos plays mais pesados que a banda já gravou e blá blá blá mas isso seria se repetir. Vocês já devem ter lido tudo isso, então bora ouvir mais um pouquinho;

3° lugar: Somewhere Far Beyond - Blind Guardian

É tão maravilhosa essa primeira fase dessa banda. Essa pitada de thrash no power deles é esplendoroso! Uma pena deixarem isso de lado mas sempre teremos esse play pra ouvir e eu ouvo muito;

2° lugar: Temple Of Shadows - Angra

Amo esse play, já devo ter dito e repetido isso várias vezes por aqui mas essa é a verdade e aqui não fugimos dela. Enfim, revisitei essa bagacinha por demais nesse ano;

1° lugar: Bloody Kisses - Type O Negative

Naquele ano peguei a versão original desse álbum estupidamente estupendo! Original porque hoje em dia tem uma versão em digipack no mercado e essa versão não contém as vinhetas e intros, tendo ainda as ordens das músicas modificadas, o que pra mim é dois crimes contra a humanidade, esse álbum tem que abrir com os gemidos feminino, sem eles não é a mesma audição. Enfim, sempre curti esse álbum e tinha ele mas situações o tinha tirado de mim mas agora ele está de volta a minha coleção e estou o apreciando por demais.

05 dezembro 2019

Filme Lords Of Chaos

No inicio desse nosso querido ano, que está um anus, tivemos uma grata surpresa, foi lançado o filme Lords Of Chaos, contando a fatídica história dos primórdios do black metal norueguês. Na verdade a película tem um tanto de inspiração no livro de mesmo nome, porém de início ele já deixa claro que nem tudo que vai aparecer ali é verdade, é uma adaptação.
Pois bem, já vou deixar claro aqui que gostei do filme e como tudo na vida, é uma questão de gosto, que assim como o cu, cada um tem o seu e ninguém tem o direito de enfiar o dedo no dos outros, a menos que os outros peçam, nesse caso você poderá enfiar dedo, língua e o que mais sua imaginação imunda lhe permitir.
Gostei desse filme por ele mostrar exatamente o que esses caras eram, moleques querendo pagar de malvadões, apesar de chegarem a extremos, ainda eram moleques.
Para de me xingar e continue lendo...
Um bom exemplo disso que estou falando é uma entrevista que a muito li do Quorton, gigante mestre que já se foi, que estava por trás do Bathory, banda que influenciou e muito os noruegueses (até mesmo o filme reconhece isso colocando o vinil na mão deles em uma certa cena) e o resto do mundo extremo. Nessa entrevista (não lembro para qual revista ou zine) ele falava que no seu primeiro álbum (que é a influência direta ao black metal norueguês) ele era apenas um garoto querendo ser o mais pesado e obscuro que conseguisse ser, que depois ele foi refinando tudo aquilo. E isso é fato, os álbuns do Bathory são cada vez mais refinados e incríveis, aquele tipo de som que a cada ouvida você descobre algo naquela pancadaria épica.
O filme trás a já manjada história do Inner Circle mas com uma boa dose de humor negro e até mesmo de experimentalismo cinematográfico, o que dá a película um tom artístico e de certa forma obscuro.

Os atores foram bem encaixados em seus papéis. Vi na época algumas pessoas reclamando da escalação do ator Emory Cohen para o papel de Varg, o nome por trás de muita mas muita mas muita polêmica e também do Burzum. Mas o fato é que a galera glorifica o Varg pelas queimas das igrejas e o assassinato e toda repercussão (uma pequena parcela aprecia de fato a música que ele produz sem se deixar influenciar por tudo isso) e o enxergam como um guerreiro brutal from hell mas a grande verdade é que o ator ficou bem parecido com o ser fora de si que o músico era e continua sendo. Inegável que como músico Vikernes tem uma grande influência com o tipo de som que criou mas como pessoa ele não passa de um ser com uma mente transtornada, cheio de teorias e ideologias sem pé nem cabeça. Isso além de ter realmente aquela cara de moleque de condomínio que o ator emulou tão bem.
Mesma carinha de criado a leite de madeira.
Enfim, poderia me alongar mais falando do resto do elenco e tudo mais mas a partir do que disse do que acho de um, dá pra tirar o que acho do resto. Sem tirar que algumas atuações são plenamente especulativas já que as pessoas já não estão de fato vivas, tendo poucos registros delas, fora o lado da musica, tudo que se sabe é o que é contato sobre eles e toda a lenda que se tornaram.
Por falar em musica, ela é algo que faz falta aqui, o filme apostou apenas nas polêmicas deixando as músicas em segundo plano, tendo foco uma hora ou outra, quando queria mostrar algo que algum músico conseguia trazer de novo mas até nessa hora pecava em não mostrar o som que isso estava gerando. Mayhem e Burzum são bandas seminais e mostrar seus primeiros materiais é o minimo que um filme desse deve fazer, apesar que pode si ter esbarrado em direito de reprodução de musica e alguém pode não ter permitido o uso delas, isso de fato não sei se pode ter acontecido e estou com preguiça de pesquisar nesse momento...
Tá reclamando de novo?
...
O Google funciona aí também viu!
...
Muita coisa no filme é inventada (e o filme deixa bem claro isso como já mencionei mas você deve ter se esquecido por causa do seu ódio) pra facilitar o desenrolar do enredo, mas de fato muito do que sabemos daqueles eventos não deve ser de fato verdadeiro, a verdade de fato nunca saberemos.
Finalizando, amo metal, amo metal extremo, apesar de achar a cena norueguesa supervalorizada, a respeito e ver um filme tratando sobre o tema é algo maravilhoso já que o que mais se vê é produções sobre bandas gigantescas enquanto o metal extremo fica de lado. Se você gosta de metal extremo, ao invés dessa babaquice de adoração egoísta, torça para outras produções mainstream com o tema que amamos, assim teremos opções voltadas a nós em cinemas,  e também na grande mídia, ter visibilidade é bom e ganhar espaço é maravilhoso... Ou você quer ficar vendo só lixo pop pelo resto da vida?

29 novembro 2019

Evergrey Em São Paulo 2019

Tem bandas que marcam nossas vidas e biografias e o Evergrey é uma das que marcou a minha vida, melhor dizer, o meu relacionamento.
Só conhecia um som dos caras, A Touch Of Blessing, que o programa Stay Heavy me apresentou com um clip bacanudo. Pois bem, enquanto ainda estava namorando minha esposa, ela descobriu a banda e me apresentou vários sons que eu não tinha me esforçado o mínimo antes para conhecer. A cada som ouvido, meu apreço pela banda só aumentava. O detalhe mais legal dessa história?! Minha, naquela época, namorada não curtia muito metal. Essa banda foi o pontapé inicial dela nesse mundo mais pesado do lado barulhento da força.
Nessa semana, anos depois dessa experiência, fomos ao nosso primeiro show desses suecos inrotulaveis. E veja bem, foi foda!
As 19 horas em ponto... Gostaria de fazer uma ressalva quanto a esse horário, mais cedo do que de costume nos shows aqui no Brasil, o que é maravilhoso e deveria se tornar o certo, os caras colocam horário de show depois das 23 horas, dificultando a volta pra casa de quem depende de transporte público e tornando o espetáculo inviável para quem vai precisar levantar cedo no dia seguinte. As 19, o show termina em um horário bacana para volta pra casa e facilita a vida para quem tem compromissos diurnos.
Voltando ao show, um telão na frente do palco acaba de transmitir o fim da final da Copa Libertadores e é recolhido, deixando a expectativa pela entrada da banda lá no alto.
Os caras sobem ao palco na hora e nos brindam com um setlist impecável que apesar de favorecer o maravilhoso último álbum, The Atlantic, também trouxe grandes clássicos, incluindo o primeiro som que ouvi deles, A Touch Of Blessing, e a primeira música ouvida por minha mulher, I'm Sorry, com direito a momento especial com Tom Englund (vocal/ guitarra) gravando o publico. 
As músicas ao vivo soam exatamente como nos álbuns, mudando apenas que trazem um tom bem mais pesado ao vivo. Os caras trazem muito carisma e sabem como entusiasmar o público que se manteve empolgado em todas as duas horas de show.
Esses suecos são músicos experientes e entregam um show de qualidade nos fazendo levar pra casa ótimas recordações e mais um pouco da banda entranhada na nossa história.