03 setembro 2013

The Unforgiven II: Para Refletir Nas Entrelinhas.


Fala Galera! 
Hoje quero falar de um som que curto muito e que tem uma importância e significado específicos na minha história.
Ressalto que não se trata de release, muito menos pretendo aqui fazer interpretação da música. A meu ver, uma boa música não dá espaço a definições. E é o caso desta. Quero portanto deixar pontos instigantes (pelo menos a mim o são) e, quem sabe, leva-los a viajar nesse som.

Lets Go!


The Unforgiven II sempre foi uma música “curiosa” para mim.

A letra dessa música sempre me chamou muito a atenção por causa das dúvidas que ele levanta com relação a “ela” - segunda personagem da música.

Pede pra que ela conte a ele o que aconteceu e de certa forma, as palavras ou talvez a voz dela, a presença.. eram o suficiente para o acalmar:

Diga as palavras que eu quero ouvir

Para fazer meus demônios fugirem

Fala da “porta” acredito eu, que essa porta seja o coração dele. Ele diz que essa porta está trancada, mas que estará aberta pra ela “SE” ela for sincera, "SE" ela for capaz de o entender.


A porta está trancada agora,
Mas, está aberta se você for sincera
Se você poder entender o eu
Então, eu posso entender o você


Ele diz que ambos compartilham do mesmo paradoxo. E esse paradoxo está presente o tempo todo na música. Isso é bem visível e me chamou muito a atenção.

Ele não tem mais certeza quanto ao que sentia e sabia… parece ter perdido a confiança em todos e talvez por isso toda essa incerteza. Nesse momento ele pergunta se deve abrir a porta pra “ela” como se tivesse se perguntando se deveria confiar nela, se ela merece essa confiança.

Fala da solidão dele, da doença… se pergunta se ela o ama, se ela não o ama.

Jura que a companhia dele não irá machucá-la e diz que se ela deixar de ama-lo, ela nunca o amará novamente.

Há um momento em que fica claro ela entrando em cena na música. Nesse momento tudo deixa de ser apenas suposições e ele começa afirmar. Talvez ela tenha tirado as dúvidas que ele tinha tinha e dessa forma ele passa a ter um pouco mais de certeza.

Ele agora ja tem certeza que ela estará “lá”, “com certeza” ela estará “la”.

Acredito que “ela” deva ter dito que não o abandonaria e por isso, tanta certeza.

Deitada ao lado dele, conversando com ele, ele já consegue ver o sol mesmo de olhos fechado. Como se estivesse com suas esperanças renovadas.. como se pudesse sonhar novamente.

Nesse momento, ele entrega a “ela” a chave, acredito que essa chave seja a confiança dele que ele deposita nela. Mas isso, só acontece depois dessa conversa… Acredito que nessa conversa ele tenha saciado uma de suas maiores dúvidas: Se ela era imperdoável também.

Ele só entrega a “chave” pra ela depois de descobri que sim, ela também é imperdoável. 

Talvez isso o tenha deixado mais à vontade. Ele sabe que ela não poderá o julgar porque ela também não é livre de culpa.


Ele esconde os seus segredos nela. Só ela sabe, só ela tem acesso… Ela tem a “chave”. Ela é imperdoável.


Acredito que todos somos imperdoáveis.


I’m the unforgiven

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